PLAZZA CHILE

Empresas do Vale setembro 5, 2026 Nenhum comentário

PLAZZA CHILE

Se a imponente Cordilheira dos Andes funciona como uma imensa barreira geográfica entre a Argentina e o Chile, no tecido urbano de Mendoza ela se desfaz em fraternidade. Situada no setor noroeste da malha central, a Plaza Chile ergue-se não apenas como um dos mais arborizados refúgios urbanos da cidade, mas como uma homenagem histórica e permanente à profunda amizade e gratidão entre duas nações vizinhas. O espaço nasceu originalmente a partir do plano simétrico de reestruturação de 1863, desenvolvido pelo engenheiro Julio Balloffet. O desenho em formato de tabuleiro de xadrez previa quatro praças satélites circundando a central Plaza Independencia, atuando primordialmente como áreas de escape seguro para a população diante da constante ameaça de abalos sísmicos. Contudo, a denominação oficial da praça guarda uma carga emocional profunda: ela foi batizada em agradecimento ao povo chileno pelo massivo e imediato suporte médico e humanitário prestado aos sobreviventes do catastrófico terremoto que arrasou a antiga Mendoza em 1861. Embora tenha mudado de nome de forma temporária nas décadas seguintes, chegando a se chamar San Martín e Cobo por curtos períodos, a praça recuperou em definitivo sua identidade legítima em 1920. Caminhar por suas alamedas silenciosas é deparar-se com uma autêntica viagem geográfica pelo país vizinho. Um dos maiores charmes da Plaza Chile é o seu mobiliário: cada um de seus bancos traz esculpido o nome de uma cidade chilena, como Santiago, Valparaíso, Chiloé, Chillán e Arica. No epicentro do parque, o grande destaque visual é o Monumento à Irmandade Argentina-Chilena. Erguida em 1947, a escultura foi esculpida pelo artista chileno Lorenzo Domínguez a partir de um bloco único de pedra de 22 toneladas. A imponente obra retrata duas das maiores figuras históricas das Américas: o general argentino José de San Martín e o herói chileno Bernardo O’Higgins. Ambos aparecem lado a lado com as mãos unidas sobre uma espada, eternizando a união militar e estratégica que libertou o Cone Sul.

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